Confraternização

(Na geladeira)

sábado, outubro 21, 2006

Samba a ninguém

Posso pensar mas a inspiração não vem
Não conto isso, não, a mais ninguém
Sofri demais nos dias quando fui feliz
Quase foi muito bom, mas não se diz

A ninguém, a meu bem, meu amor
E feliz, não se diz, a ninguém

Como cantar o samba de um homem só
Que não está aqui, me dá uma dó
Imaginar todo o confete a cair
Olhar todo o salão, e vou sorrir

A ninguém, a meu bem, meu amor
E feliz, não se diz, a ninguém

Vou colocar uma canção
Que diga bem o que eu quero te dizer
Mas eu já disse que não digo a ninguém

Vou terminar como começa o salão
Uma pessoa só, anfitrião
Que esperou pra receber com muito amor
E ela não chegou, ele chorou

A ninguém, a meu bem, meu amor
E feliz, não se diz, a ninguém

Vou colocar uma canção
Que diga bem o que eu quero te dizer
Mas eu já disse que não digo a ninguém
Mas eu já disse que não digo a ninguém...

rodrigo lima silva
24/07/2002

3 Comments:

Anonymous Anônimo disse...

Cara.
Lindo esse poema.
Uma confissão dos amores e desamores, das felicidades passageiras e o afastamento da felicidade q ñ perdura. aquela felicidade curta.
muitos sentimentos, muito bonito.

mais um samba.
Paulinho da Viola e Chico juntos.

parabéns

;]

outubro 23, 2006 11:21 AM  
Anonymous Anônimo disse...

Rodrigo,

Obrigado por me fazer evocar várias lembranças de outrora. Nostálgico como sou, sinto-me até emocionado; sinto os pêlos de meu braço eriçarem... Lembro dos Festivais da Primavera no Calixto, dos showzinhos na APEOESP, baladas de Itanhaém e tudo o mais. Esta música tem o sabor da adolescência, das descobertas, daquela leve melancolia que nos invade quando sentimos que estamos crescendo e nos tornando adultos... Para mim também lembra muitos Los Hermanos, pela construção do poema... Oxalá eu possa ver estas músicas sendo interpretadas com maestria por você novamente...

Um abraço,

Adriano.

outubro 23, 2006 2:29 PM  
Anonymous Anônimo disse...

Perfeito.

outubro 24, 2006 12:34 PM  

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